quarta-feira, 23 de junho de 2010

Ninguém completa ninguém

Você me completa”, declarou-se Tom Cruise à Renée Zellweger no filme Jerry Maguire, de 1996. Aqueles olhos azuis, sorriso perfeito e cara de apaixonado derreteu o coração de todo o público feminino, que saiu do cinema sonhando com um cara que dissesse a mesma frase. Tudo é muito bonito na tela, mas não se enganem: ninguém completa ninguém. Por acaso, você se considera metade de uma pessoa? Tenha dó! Acreditar ser menos que um inteiro é atentar contra sua autoestima.

Esse pensamento de que a mulher só poderá ser feliz quando encontrar seu par é totalmente ultrapassado, vestígio dessas comédias românticas irrealistas. Vocês têm reparado como esse gênero de filme tem mudado nos últimos anos? Agora, a moda é brincar com as diferenças entre homens e mulheres. “
Ele não está tão a fim de você” e “The ugly truth” estão aí para comprovar essa tendência.

Não estou aconselhando vocês a dar um chute na bunda dos homens e queimar soutiens por aí. Longe de mim! Afinal, eles realmente têm o poder de nos fazer felizes. Mas, reflita. Não é muita carência e ingenuidade depositar nas mãos deles a total responsabilidade de trazer alegria a nossas vidas? Você acha, realmente, que eles pensam o mesmo? Apenas estarão plenamente satisfeitos ao lado da amada? Cerveja, futebol, amigos e carreira estão aí para provar o contrário.

E eles estão certos! Os rapazes buscam outras fontes de alegria e você deve fazer o mesmo. Viver em função do outro é perder a individualidade. Quando cada um dedica certo tempo a si mesmo, a praticar as atividades de que gosta, a sair com os amigos... os dois estão felizes! Assim, em vez de duas metades grudadas uma na outra, temos dois inteiros trilhando um caminho lado a lado. Aliás, essa ideia não é muito mais romântica e bonita?

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